quinta-feira, 29 de junho de 2017

Desculpe Rio Paraibuna


Meu zói inté lacrimeja
Quando óio o Paraibuna.
Me dá tanta tristeza
Que a sardade se afunda.

Nadava pelado no rio
Tinha peixe de montão.
As lavadeiras ribeirinhas
Entoavam linda canção.

Minha geração
Viu este rio florescer.
 Mas sem muita atenção
Deixaram ele morrer.

Socorro- ele disse outro dia.
A vida tem que renascer.
Me livre dessa agonia
Não posso mais sofrer.

Lamento meu triste irmão
Os homens estão ocupados.
Quem dera uma simples mão
Curasse teus machucados.
Viliam Dias



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